Enceto. Principio. Estreio-me.

Nunca escondi que não gostava de blogs e afins. Que quase não lia blogs e nunca tinha pensado em manter um blog.
Um blog!
Eu que sempre ficava procurando o tempo e as palavras certas para escrever e acabava deixando o tempo passar. As palavras permaneciam e precisavam ser tiradas de lugares recônditos.
O João Carrascoza disse que O amor é um lugar estranho é “um livro para as entranhas”. Além disso, também o considero um livro “das entranhas”. Que foi resultado de um longo processo, de largar tudo para escrever e descobrir como dá trabalho escrever, polir as palavras e os silêncios entre as palavras. Como dá trabalho, penso. Mas menos do que manter um blog, sempre pensei.
E agora?
Agora me vem esse sentimento de ridículo, eu, um pateta digital, a escrever um blog.
E por quê?
Devo ter coisas a dizer (a contar!) além do livro.
Devo me fingir interessante para que se interessem pelo livro.
Devo seguir os conselhos da esposa. De amigos. Do editor. De que levo jeito para um blog.
Um blog!
Qué se jo? Sou apenas um rapaz (nem tão rapaz) latino-americano.
Prometo me esforçar.

Um comentário:

  1. ainda bem que seguiu o conselho. Dos amigos, do editor e da esposa. todos sabidos. mais ela, claro, a esposa...

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