História de uma biblioteca

Se você é um adepto do turismo literário (esse é o meu caso), talvez tenha uma foto com os famosos leões de mármore na escadaria em frente à Biblioteca Pública de Nova Iorque e talvez até tenha feito o tour do local. E tenha ouvido do guia que em 1895 a principal cidade estadunidense contava com duas bibliotecas principais, a Astor e a Lenox. Ambas eram privadas e passavam por dificuldades financeiras. Fizeram então um acordo com administração pública. Aceitaram ser incorporadas por uma instituição criada para isso. A instituição seria privada, mas receberia dinheiro público – desde que o acesso aos livros fosse gratuito e aberto a todos. O modelo deu certo e prevalece até os dias atuais.

A sede foi aberta em 23 de maio de 1911, após 11 anos de construção. Os nova-iorquinos ficaram orgulhosos. No primeiro dia: entre 30 mil e 50 mil pessoas participaram da cerimônia de inauguração, em frente ao edifício. Na época, já chamaram a atenção do público os dois leões de mármore agachados na mureta da escadaria de acesso. 

As estátuas se tornaram queridinhas da cidade: receberam vários apelidos. Os primeiros foram Astor e Lenox. Até que o prefeito Fiorello La Guardia (1934-1945) disse que os nomes dos leões eram Paciência e Coragem, em alusão às qualidades que os norte-americanos deveriam ter para vencer a depressão econômica dos anos 1930. Ficou até hoje.


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