A escrita como um jogo de póquer

O estadunidense Jim Dodge alcançou notoriedade com seu romance de estreia, Fup. Lançado em 1983 e elogiado pela crítica como uma fábula sobre a amizade e a vida em família, o livro de aproximadamente cem páginas também caiu nas graças do público. Ainda conquista fãs ardorosos – eu sou um deles – ao narrar a história de um velho nada ortodoxo (entre outras coisas, ele fabrica seu próprio uísque e acredita que talvez a bebida o torne imortal), que vive numa fazenda com seu neto obcecado por construir cercas e uma pata obesa e geniosa que é criada como animal de estimação.

Na Flip de 2007, Dodge mostrou-se cheio de histórias para contar. De como escreveu Fup em seis inspiradas semanas. De como leva um estilo de vida alternativo e nunca foi muito fã da sociedade estadunidense. De como, antes do sucesso, perambulou por vários empregos – entre outras coisas, foi colhedor de maçãs, lenhador, agricultor, pastor de ovelhas e jogador de pôquer.

Quando um jornalista lhe perguntou se essa experiência o ajudou como escritor, Dodge respondeu que um dos ofícios é particularmente comparável ao de contar histórias. Qual? Jogador de póquer. Por quê?

"Exige grande concentração, senso de timing e atenção aos detalhes, além de habilidade para calcular possibilidades, lidar com eventos simultâneos, manter o humor e o equilíbrio emocional."




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