Um bar em Ho Chi Minh

A cidade era a de Ho Chi Minh, ex-Saigon, mas que todos ainda chamam de Saigon, e era para ser grande e caótica, mas a achamos, eu e a Anaïs, quase interiorana: muitas motos, buzinas, só que costumes e prédios de outra época, outro mundo aquele, um caos calmo, o Vietnã, principalmente no sul, me pareceu assim, e naquele sábado tomaríamos uma cerveja perto do hotel, mas ainda longe vimos esse boteco e, como resistir?, um sujeito tocava violão e cantava rock vietnamita ou algo do tipo. 

Pegamos uma mesa na calçada e descobrimos que era aniversário de alguém na outra mesa e que o cantor era amigo da aniversariante, e a aniversariante veio nos dar um pedaço de bolo, e o cantor me chamou pra cantar (eu poupei a todos) e de onde éramos?, e ao ouvir Brasil ele quis me pagar uma Bia Saigon, e um outro senhor veio me dizer algo, e quando consegui entender eu respondi: "Sim, Sócrates, claro, Sócrates", e então eu disse: "Zico também, não?", e ele: "Sim, sim", e eu: "Falcão?", e ele: "Isso, isso", e tudo numa língua entre o português, o vietnamita e o inglês e o futebolês, e a Anaïs só rindo e tirando fotos.




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