Como tranquilizar a família (segundo Ernest Hemingway)

O que você faria para tranquilizar a sua família após ter isso ferido por um morteiro na Primeira Guerra Mundial e estar hospitalizado?

No final de 1917, um entusiasmado Ernest Hemingway, então com 18 anos, decidiu se alistar na Cruz Vermelha para dirigir ambulâncias na Primeira Guerra Mundial. Em julho do ano seguinte, foi ferido numa trincheira, enquanto distribuía chocolates, cigarros e cartões postais aos combatentes.

Após alguns dias no hospital, escreveu uma carta com um desenho no qual, caído no campo de batalha e com 221 estilhaços na perna, ele diz: gimme a drink!

É o que consta em The letters of Ernest Hemingway (1907-1922), o primeiro volume da correspondência reunida do escritor – aliás, o meu objeto de estudo, junto com o volume 2, no doutorado.

Como se nota, esse Hemingway ainda adolescente já buscava criar uma imagem de durão. Conseguiu, claro, todos sabemos. Eu, no entanto, sem ironia e sem medo de errar, afirmo: ele era um homem sensível. Sorte nossa, pois sem a sensibilidade não teríamos sua obra. Sorte também que ele escrevia melhor do que desenhava.

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