Micheliny Verunschk, que viaja no universo da poesia

Remexo umas revistas literárias antigas, encontro uma Coyote, datada do inverno de 2003, o mesmo ano em que a poeta pernambucana Micheliny Verunschk publicou Geografia íntima do deserto, um belo nome de livro, o mesmo se pode dizer dos poemas, e também dessas frases que retirei da entrevista de Micheliny à revista:

Viajo no universo da poesia desde os dez anos de idade. Não saberia fazer outra coisa, nem navegar por outros mares a não ser pelo oceano da linguagem. Escrever, portanto, é vital para mim. E quando digo vital, falo de amor, falo de uma necessidade tão urgente quanto o ar que respiro. Será piegas, exagero dizer isto? Não é nada mais que a verdade. Escrevo para sentir que existo, que vivo e interajo neste mundo que me é possível. Quem eu seria sem a palavra? Tudo o mais é descartável, tenho um caso de amor com a poesia.



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