O conselho que Susan Sontag não seguiu

Susan Sontag (1933-2004) sempre foi prodígio. Mostrou desde cedo intimidade com as Letras, o que prenunciava uma autora de ensaios, romances, críticas de arte e textos sobre política. Sontag foi tema de reportagem em dezembro de 2014 da Revista E, publicada pelo Sesc. Ali se conta que ela concluiu o ensino médio com 15 anos, três anos antes da que costuma acontecer com os alunos nos EUA. Na época, o diretor da escola disse que ela deveria tentar a universidade, mesmo com a pouca idade. A mãe de Susan Sontag, porém, aconselhou a filha a parar de ler, pois se continuasse daquele jeito jamais se casaria. 

Sontag, como sabemos, não deu ouvidos à mãe, e seguiu em frente. Graduou-se em Filosofia e Literatura pela Universidade de Chicago, e cursou pós-graduação em Teologia em Harvard, para depois se mostrar uma das pensadoras mais ativas do século 20, escrevendo livros como O amante do vulcão (1992) Sobre fotografia (1977), Diante da dor dos outros (2003). E casou algumas vezes, mantendo relacionamentos estáveis tanto com homens quanto com mulheres.


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