Abacate com rúcula

“Não acredito”, ela disse, “que você vai copia a receita na sua agenda bem aqui no meio da livraria”.
“Na minha agenda, não,”, ele disse, “no celular”. 
“Ai que vergonha”, ela foi pro meio das estantes. 

Ele, enquanto segurava o livro da Rose Elliot aberto com uma das mãos, fingia escrever uma mensagem no celular com a outra.

Saíram da livraria e compraram os ingredientes. Interessavam-se cada vez mais pelos benefícios da cozinha vegetariana. Principalmente no jantar.

Cozinharam metade de um pacote de fusilli junto com um dente de alho. Escorreram, acrescentaram duas colheres de azeite, uma de aceto balsâmico e meio limão. Então quase um abacate manteiga inteiro cortado em pequenos pedaços e quase um maço de rúcula. E metade do alho cozido picado, cebolinha da horta (eles tinham uma hortinha no terraço do apartamento). Por fim, sal e bastante pimenta. 

Tomaram com um vinho rosé uruguaio bem gelado, um de garrafa redonda e castelo no nome (a opção decente mais graciosa e, sobretudo, barata no supermercado).

E não é que essa combinação toda se mostrou mesmo afrodisíaca?


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