Joyce Carol Oates, a escritora que corre

A estadunidense Joyce Carol Oates é uma das escritoras mais produtivas das últimas quatro décadas. Nascida em 1938, ela estreou na literatura em 1963, com With Shuddering Fall. Desde então, escreveu 56 romances, além de livros de contos, histórias infanto-juvenis, poesias e peças. 

Mas Oates não tem fôlego e velocidade apenas com as palavras. Seu esporte favorito é a corrida, e ao praticá-lo ela reflete sobre os problemas estruturais de seus livros. Segundo ela: “no plano das ideias, o corredor que também é escritor percorre as paisagens de sua ficção enquanto corre, como se fosse um fantasma que visita o mundo real”. 

Oates já declarou inclusive que teve a ideia para o romance You must remember this (1987) durante uma sessão de corrida. Foi quando se deparou com as ruínas de uma ponte ferroviária, o que lhe fez imaginar uma cidadezinha do interior do Estado de Nova Iorque e todos os personagens que nela viviam. 

Algum tempo atrás, essas particularidades do processo criativo de Joyce Carol Oates me chamaram a atenção e resolvi investigá-las. O resultado é um artigo que estabelece conexões entre o pensamento dela sobre a criação literária e as reflexões de alguns escritores-teóricos (ou teóricos-escritores) sobre o assunto.

Para minha satisfação, saiu numa renomada revista acadêmica. 


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